Eudes Sizenando Reis
Advogado e
3º Vice-Presidente do PSB/Santos
É muito difícil para nós mortais, falarmos das duas Câmaras brasileiras, a alta e a baixa. Há muito tempo que os vícios se perpetuam no poder e o administrador da res publica nem sempre sabe separar o que é seu, do que é de todo mundo, do que é geral, do que é do povo. Muitas vezes o administrador da coisa pública confunde e utiliza o geral como se seu fosse. Separar essas duas vertentes é muito complicado, principalmente quando tal vício se perde na noite dos tempos e vem de longas datas. Não é de hoje que alguns integrantes do Senado e da Câmara Federal se utilizam desse artifício. A facilidade de estar no poder é tão grande e tão ampla que muitos políticos, dele, não se separa. E muitas vezes esquecem de praticar a democracia e passam a proclamar a demagogia. O que aconteceu com Sarney com certeza ocorre com qualquer um deles. E nem se avente a possibilidade de achar que todos eles são impolutos. Ledo engano, não são mesmo. Não podemos generalizar, mas quase todos utilizam da verba pública para empregar parentes e amigos próximos. O que ocorre com Sarney, o velho coronel com práticas da velha república, ocorre também hoje com vários políticos deste País, principalmente seus algozes, pois quem é velho e quem é novo não muda muito, se o caráter pugnar pelo próprio umbigo, pelo contrário muda muito pouco, considerando que zelo com a verba pública, entre políticos, só ocorre no papel que transcreve os artigos da Carta Magna. O resto é pura invenção da mente humana que acha que tudo é improbidade com a coisa pública.

Um comentário:
Muito bem colocado
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